CRF-RJ - Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro
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Artigos e Entrevistas
23 de setembro de 2004
Democracia exige canais de informação confiáveis, cientificamente corretos e capazes de promover as mudanças socialmente desejáveis

Álvaro Nascimento *

O lançamento da nova Página Eletrônica do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro (CRF-RJ) transcende a uma simples iniciativa para aprimorar a reunião, a análise e a disseminação de informações de interesse dos farmacêuticos e da sociedade, que hoje se mostra cada vez mais interessada em participar diretamente das decisões que afetam seus interesses. Este novo espaço pretende responder a algumas exigências colocadas pela velocidade com que as transformações hoje se dão na sociedade e à necessidade de se criar instrumentos capazes de interferir de forma ágil e qualificada neste processo de mudança.

É dentro desta realidade que a disseminação e a democratização da informação no setor saúde, juntamente com a construção de canais de interatividade cada vez mais dinâmicos, têm se mostrado um dos maiores desafio para gestores, profissionais, instituições e para o controle social do SUS. Superar a dificuldade de acesso à informação de qualidade (cientificamente correta e capaz de promover mudanças socialmente desejadas) se torna uma meta essencial à própria implantação do sistema de saúde.

Das campanhas sanitárias desenvolvidas no Brasil ao longo do século XX, baseadas em cartilhas educativas, à troca de mensagens eletrônicas instantâneas neste início do século XXI, a informação em saúde foi se tornando um campo específico de saberes e práticas, tão promotora de mudanças quanto as novas técnicas ou os modernos equipamentos que neste período foram sendo criados e absorvidos pelo sistema, tanto para o bem como para o mal, já que o moderno não traz em si, necessariamente, algo positivo. A novidade de se partir o núcleo de um átomo, que levou à descoberta da fissão nuclear, da bomba atômica e conseqüentemente à morte de milhões de pessoas é apenas um dos muitos exemplos disso.

Não por acaso, é no pós-segunda guerra que as políticas de informação e comunicação surgem como tema internacionalmente debatido, associado às várias áreas de atuação do conhecimento humano, inclusive a saúde, a ciência e a tecnologia. Estabelece-se um nexo definitivo entre a informação e a política, fazendo com que a primeira passe a ser inserida de forma profunda na esfera de atuação do Estado, do capital e dos diferentes agentes sociais.

É com o olhar neste novo papel que a informação e a comunicação passaram a ter nas últimas décadas que o CRF-RJ oferece aos farmacêuticos e à sociedade sua nova página eletrônica, como mais um instrumento de informação e prestação de serviços voltado para a qualidade da Assistência Farmacêutica e a defesa do âmbito profissional e da cidadania, buscando contribuir e ao mesmo tempo interferir nas mudanças essenciais à superação das desigualdades existente em nosso País e no mundo.

* Álvaro Nascimento é jornalista; Mestre em Saúde Pública pelo Instituto de Medicina Social da UERJ; Tecnologista da Fiocruz e Editor da revista RIOPHARMA, do CRF-RJ.

 

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