Encontro debate desafios dos farmacêuticos
Debates sobre o futuro da profissão e questões de saúde pública foram os principais temas abordados durante o I Encontro Municipal de Farmacêuticos, promovido em 18/01 pela Secretaria Municipal de Saúde de Itaguaí, em alusão ao dia que comemora o profissional da área, 20 de janeiro.
O encontro serviu como oportunidade de atualização e reflexão sobre os principais desafios que a categoria enfrenta hoje. - O farmacêutico, muitas vezes, é igualado ao nível médio, exerce funções de balconistas e de gerentes em drogarias, recebem no máximo o salário fixado no piso, discursou o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro (CRF/RJ), Paulo Oracy Azeredo, durante a abertura do encontro.
Paulo Azeredo falou sobre a proposta do CRF-RJ de implementar um selo de qualidade para renovar a licença de farmácias. Com isso, distribuidores poderão saber exatamente para quem estão entregando medicamentos e vice-versa. O presidente defendeu também a necessidade de espaços específicos nas farmácias exclusivamente para os profissionais da área. Citando o slogan O médico cura, e o farmacêutico cuida, Paulo Azeredo resumiu a utilidade do profissional de farmácia lembrando sua missão de acompanhar e orientar o paciente quanto ao uso correto de medicamentos para evitar problemas futuros.
Durante o evento, os participantes receberam um guia com instruções técnicas para a prestação dos serviços farmacêuticos focados no cuidado com o paciente.
Condenado o uso indiscriminado de antibióticos Chefe do Laboratório de Bacteriologia da Fiocruz, Fabíola Kegele falou sobre a resistência bacteriana devido ao mau uso de antibióticos e destacou a importância da relação entre infectologistas, clínicos e farmacêuticos. Ela reforçou também a necessidade da atuação de profissionais da área nos locais onde há medicamentos e alertou que o uso indiscriminado de antibióticos pode acentuar a predisposição de algumas bactérias, tornando-as ainda mais resistentes.
A palestrante condenou o mito segundo o qual os antibióticos matam as bactérias. - Eles apenas inibem o crescimento delas para que o próprio organismo possa se recuperar, sustentou.
Farmácia na atenção básica Coordenadora do Núcleo de Assistência Farmacêutica da Fiocruz, Vera Lúcia Luiza apontou a necessidade de assistência farmacêutica na atenção básica como um desafio no esforço de tornar a saúde realmente um direito de todos. Para ela, somente assim podem ser superadas dificuldades como a de conscientizar pacientes sobre o uso correto de medicamentos. Ela disse que as crendices e a desinformação são obstáculos a superar para evitar problemas.
Fonte: Jornal Atual
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